É urgente a resolução de segurança alimentar de forma sustentável


 

 

 

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By Rogerio Junior

“De acordo com a FAO, quase um terço da comida produzida para consumo humano equivalente a 1.3 milhões de toneladas por ano são desperdiçadas no mundo.”

Este e outros dados foram tornados públicos aquando do decorrer da sessão paralela da conferencia do RUFORUM que terminou hoje em Maputo.Ambuko, J. Abriu a sessão e partilhou ideias de caminhos que devemos percorrer para alcançarmos uma África prospera em termos de segurança alimentar sustentável. Segundo ela, os antecedentes deste problema assenta no mau uso que as pessoas tem feito do alimento.


“Hoje existem pessoas que não sabem cuidar do alimento que tem, temos no nosso dia-a-dia vido pessoas que, por exemplo, servem mais do que podiam, sobrando muita comida no prato que depois irá ser deitada.” Disse.
Ambuko falava desta problemática alertando que se esta questão não for ultrapassada, então, a segurança alimentar não passara de uma utopia, isto é, todos integrantes da sociedade civil, camponeses, estudantes entre outros são chamados a consciência deste assunto de tamanha importância.
DSC_0223“Segurança familiar é uma questão que deve ser, também, ensinada e este ensinamento deve começar de casa ” acrescentou.
Também um apelo foi feito aos camponeses, que enfrentam problemas com a conservação dos seus produtos agrícolas. Estes, segundo a mesma fonte, devem procurar arranjar meios rudimentares para a conservação em longo prazo dos seus alimentos.

 
“Existem vários métodos. Eles podem vender o excedente, podem construir celeiros e se for caso dos pescadores, podem secar o peixe, etc” Conluio.
A seguir desta apresentação, jovens investigadores de diferentes universidades africanas partilharam os seus estudos relacionados a area agronoma. A titulo de exemplo, a Faculdade de agronomia da Universidade eduardo Mondlane, que se fez representar pela estudante Muchiriurapa, partilhou o seu estudo ligado a conservaçao do milho em Mocambique indicando o hidrorresfriamento como uma das tecnicas principais para o bom aproveitamento deste cereal.

 
De acordo com a mesma fonte, a técnica utilizada contribuiu para o aumento do “tempo de vida” do produto, interferindo positivamente em aspectos que influenciam na aceitação mercadológica da hortaliça, como frescor e aparência.
“Sem a utilização das técnicas de conservação, o milho-verde dura cerca de dois dias o que favorece os altos índices de perdas e desperdício de alimento.” Disse.
A pesquisa demonstrou, ainda, a importância da técnica utilizada não apenas como ferramenta de combate ao desperdício, mas também de combate à fome e à erradicação da pobreza. O hidrorresfriamento é a técnica de conservação pós-colheita mais acessível, pois apresenta baixos custos de implementação (só gasta um recipiente com água gelada e gelo) e é de simples execução (o pequeno produtor, bem como o lavrador, tem condições de adotá-la).

 

Uma semana de apelo ao incremento das investigações com vista melhorar as condições de vida da população africana

 
Depois de uma semana, a IV Conferência do Fórum Regional das Universidades da África Subsaariana (RUFORUM) que decorreu desde segunda-feira, na capital do país, juntando quarenta e duas universidades de desanove países africanos terminou.
Com o lema “Celebrando a Contribuição das Universidades e Parceiros para o Desenvolvimento da Agricultura em África”, o encontro serviu para os representantes destas instituições e parceiros reiterarem os apelos ao incremento das investigações com vista a desenvolver a agricultura e melhorar as condições de vida da população africana.

 
Para além dos apelos para a melhoria da investigação agrária e não só, os participantes do encontro defenderam igualmente a necessidade do aumento do financiamento às instituições de investigação, sobretudo as universidades. Sobre este ponto, o porta-voz do encontro, Emílio Tostão, explicou que os apelos ao incremento do financiamento derivam do facto de o processo de investigação também precisar de cada vez mais meios e infra-estruturas para a sua execução. Entre os intervenientes destacam-se a presidente da Comissão da União Africana (CUA), Nkosazana Dlamini Zuma, que desafiou ainda as universidades africanas a acelerar a produção científica no continente para permitir o seu crescimento económico, apontando a educação e o capital humano como pilares para o desenvolvimento.

 
Outra interveniente foi Graça Machel, presidente da Fundação para o Desenvolvimento das Comunidades (FDC) e antiga ministra da Educação, que afirmou que a pobreza em África, não se resume apenas na fome causada pela falta de alimentação.
Ela entende que a pobreza é igualmente resultado da insuficiência de inteligência de muitos Estados africanos que não conseguem buscar mecanismos para a erradicação deste fenómeno ao continuar a investir apenas dois por cento do seu orçamento para o Ensino Superior, por exemplo.

One Comment on “É urgente a resolução de segurança alimentar de forma sustentável

  1. Reblogged this on OLHO CERTO and commented:
    Escrevi este artigo em 2014, mas continua sendo actual. A segurança alimentar passa, seguramente, pela mudança de comportamente face ao uso que fizemos da propria comida. Pare e pense: Quanta gente, no mundo, passa fome e morre por ela? e você Quanta quantidade de comida já disperdiçou?

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