Ruforum vira espaço de troca de experiências na área da agro-educação


By Cacilda Sitoe

A quarta conferência do RUFORUM que decorre na capital moçambicana vai ao seu segundo dia. A extensão da educação e da formação superior: um elo que permita que a ciência agrícola responda às necessidades dos pequenos agricultores foi pano de fundo de uma das sessões.
A conferência foi uma oportunidade de troca de experiências e descobertas entre líderes de várias associações e organizações baseadas em diferentes países que trabalham para o desenvolvimento da agricultura africana.
Dentre várias organizacoes presentes na conferência destacaram-se: SAFA (Sasakawa Africa Fund for Extension Education); AFAAS (Africa Fuorum for Agricultual Advisory Service); e CAADP (Compreensive African Agriculture for Development Program). Dr. Silim Nahdy, representante do AFAAS afirma que a ligação entre as ciências agrícolas e os pequenos agricultores já esta sendo feita. “Desde muito que o RUFORUM e outras organizações trabalham para garantir que a ciência e a tecnologia cheguem aos pequenos agricultores” disse.
Dr Nahdy afirma ainda a necessidade de tornar a agricultura eficiente para garantir uma produtividade sustentável e capaz de mudar a vida de pequenos agricultores.
Depois da contribuição do AFAAS, o SAFA partilhou a sua experiência no que diz respeito ao trabalho que realiza para o desenvolvimento da agricultura em África. Dr. Deola Naibakelao, representante do SAFA direccionou a sua apresentação para os currículos dos cursos ligados à agricultura nas universidades africanas. “As universidades devem moldar os currículos de agronomia de acordo com as necessidades dos agricultores.” Afirmou.
“Colocamos o nosso foco na formação de agricultores, na participação de jovens na actividade agrícola e no desenvolvimento das capacidades dos profissionais desta área.” Disse Hille Henebry enquanto mostrava as actividades desenvolvidas pela CAADP.
De acordo com a mesma fonte, acrescentou que não basta aumentar a produtividade, tem que se garantir que a produção tenha mercados.
SAVVL, representado por Fanie Terblanche, falou da importância do registo profissional para a extensão da área agrícola e do reconhecimento da agricultura como profissão. “Um agricultor registado tem mais oportunidade de integrar-se em associações e desenvolver as suas capacidades, aumentando assim, a quantidade e a qualidade da sua produção”. Sustentou.
Kate Scow, extensionista da escola de camponeses em Uganda, partilhou da experiência da produção de vegetais no centro daquele país. “Existem programas que ajudam os pequenos agricultores, especialmente mulheres, a colocarem a sua produção nos mercados, contudo ainda há muitos desafios porque os agricultores concentram-se numa produção virada para o sustento familiar e não para os mercados” disse.
Além dos pontos acima citados, foi discutido ainda nesta conferência questões como: A fraca participação dos jovens na actividade agrícola; as mulheres rurais perante as novas tecnologias e a formação do capital humano como forma de desenvolver a agricultura.

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