Reforçar o envolvimento das Universidades sobre as economias rurais


Prof. Mpepereki

By Vanila Amadeu

Este foi o tema de destaque para o debate sobre Lições da comunidade para os programas de pesquisa para extensão universitária, alusivo à IV conferência do RUFORUM. Na sessão fizeram parte Estudantes, Docentes, entre outros que partilharam experiências das actividades em que já tiveram a oportunidade de participar.

Neste contexto, Emmanuel Kaunda, da Universidade de Agricultura e Re
cursos Minerais de Lilóngue, Malawi, falou da necessidade de reforçar a produção de peixe para a segurança alimentar e o marketing que se deve fazer dos produtores de pequena escala e os seus rendimentos agrícolas.

Desde o início da conferência, que foi dia 21 de Julho do mês em curso, os intervenientes mencionaram a necessidade de haver grande envolvimento por parte das universidades em relação as comunidades rurais de modo a que ambos possam trocar experiências na área agrícola e melhorar as suas técnicas, permitindo assim maior produtividade de modo a garantir a segurança alimentar no continente. Na sessão, Peter Ebanyat mencionou a necessidade de desenvolver um quadro de divulgação para o fortalecimento do envolvimento das universidades para com comunidades agrícolas, para a melhoria de vida das populações.

Settumba Mukasa​​ destacou a necessidade do desenvolvimento de um sistema de produção de mandioca com base na comunidade para aumentar a produtividade e ligações de mercado em Uganda.

Drake Mirembe realçou a necessidade do uso das Tecnologias de Informação e comunicação para melhorar o envolvimento das universidades em relação as comunidades na prática da agricultura familiar. Segundo ele, mesmo que os universitários estejam distante das comunidades rurais onde são desenvolvidas as actividades agrícolas, poderão saber como vai o trabalho desenvolvido pelos agricultores nessas comunidades através do uso do GPS. Os telefones móveis podem permitir uma maior comunicação entre os estudantes e os agricultores. Mas aponta como uma das dificuldades para que isso se concretize o facto de haver um local específico para carregar os telemóveis quando acabam a carga porque os agricultores acham ser perda de tempo ir até a eles só para arregar os telemóveis.

Sobre a questão do género, Dorothy Okello, mencionou alguns aspectos que são determinantes para as comunidades tratarem as pessoas que dela fazem parte: o sexo. Ela esclarece que quando se fala de género, não apenas fala-se da mulher mas sim do homem e da mulher. Refere que questões de género originam o tratamento diferenciado devido às expectativas sociais sobre homens e mulheres.

Não obstante, fala também da questão da importância das Tecnologias de informação e Comunicação (TIC’s). O percentual médio de mulheres na investigação científica em África é de 34. 5%, portanto as TIC’s são uma forma de abrir uma janela chave para alcançá-las onde elas estão. Contudo, os homens gastam mais em comunicações do que elas.

Rádio é a principal fonte de informações nas comunidades rurais por isso deve-se fazer o seu uso para permitir a divulgação de informações que possam ser úteis para as mesmas. Qureish Noordin, um dos últimos intervenientes da sessão, falou da prestação de serviços de extensão com base da cadeia de valor através da inovação das TIC’s e levou um dado que refere que a aliança para a Revolução Verde foi criada em 2006 para desenvolver soluções dos desafios em África.

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